24.11.12

(In)Tolerância

Ainda me chateia muito, o nível de intolerância no nosso país. Pior,  a intolerância entre as gerações mais novas, que aparentemente deviam ter outro tipo de abertura relativamente à infinita diversidade de pessoas, género, maneiras de estar, estilos de vida.
 Somos todos  nós e, cada um, parte do mesmo mundo mas de maneira diferente. E a intolerância e o preconceito é simplesmente a pior maneira de lidarmos no dia a dia, com quem quer que nos cruzemos no caminho.
        Eu repito isto vezes sem conta, na esperança que faça sentido as pessoas que insiste em apontar o dedo, a excluir, a isolar, a por de parte quem por algum motivo é diferente. As pessoas valem como pessoas humanas, não pelo que vestem, com quem dormem, que musica ouvem, que sítios frequentam.
 Se por uma vez na vida soltarem toda a bicharada que vos pusseram na cabeça, e se se derem ao trabalho de conhecer o geek da vossa turma, o emo da vosso prédio,o punk da vossa rua, o gay com quem se cruzam no café, se calhar vão conhecer pessoas inteligentes, divertidas, interessantes, amáveis, atenciosas.
E falarem com gays, punks, emos, geek pode, na pior das hipóteses tornar vos mais ricos culturalmente e pessoas mais conscientes do vosso mundo, que não se cinge apenas aquilo que aprendeste com os pais, amigos iguais a ti, e aos protótipos que vendem muito bem produtos de cosmética na televisão. Mas a todo um leque diverso de opiniões, maneiras de pensar e de ver as coisas.
 Acho de uma futilidade e atrevimento impressionantes fazer comentários e observações infundadas sobre pessoas de quem se sabe tão pouco, só porque é habitual fazê lo.
 

Sem comentários: